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ROGA

Rodrigo Galvão, Presidente da Oracle Brasil

Data: 07/02/2018

Fala sobre as responsabilidades dos líderes de hoje, que têm a incumbência de viabilizar formas inovadoras de engajar suas equipes com propósito.

Longe de mim querer reinventar uma fórmula de como liderar com sucesso. Existem vários tipos de gestores com diferentes estilos. Mas verdadeiro o desafio, hoje, vem da postura de gestão com foco na participação e criatividade – em pensar soluções alternativas, saídas inovadoras e engajamento “bottom up”. Isso eu valorizo muito! Esse é o estilo que está mais conectado com essas novas gerações, preocupadas em encontrar um trabalho que, mais do que dinheiro, traga também um propósito de vida. 

Recentemente participei de um painel sobre os Millennials no mercado de trabalho. Ouvi muito que eles são apressados, sem foco e que não sabem lidar com frustrações. O rótulo de “trabalhar por um propósito” que acompanha essa geração nada mais é do que entender processos para depois aperfeiçoá-los e, consequentemente, de se sentir parte. Pra mim tem sido muito mais produtivo do que o tradicional “eu mando e você faz”. Eles querem trazer ideias, executar, fazer parte e serem reconhecidos. E esse último ponto, o tal reconhecimento, é o que move as pessoas independente da geração que ela faz parte. Sempre foi e continuará sendo assim.

Como também estou do outro lado da moeda, a dos líderes, entendo que cabe a nós absorver essa mensagem e instigar essas mentes inquietas. Essa já não é mais uma opção, é uma necessidade para o futuro produtivo de qualquer empresa – em especial aquelas que, como a Oracle, dependem da inovação para sobreviver. Nosso programa de aceleração de startups, por exemplo, é hoje um dos nossos maiores orgulhos. Nasceu de um projeto embrião criado pelos próprios estagiários. Eles queriam fazer a diferença e coube nós dar esse espaço. 

Liderar é gerir diferentes pessoas e comportamentos, e incentivar a colaboração ao extremo. Se os jovens precisam de propósito, funcionários com mais experiência buscam valorização. Mas as decisões profissionais vão além da idade. Pra mim, a juventude está nas nossas atitudes e pensamentos. Hoje, profissionais consagrados na empresa estão altamente envolvidos no programa de aceleração que citei anteriormente. Eles se ofereceram para participar. Percebeu? Não existe barreira de gerações, desde que saibamos encaminhá-las. São peças que se encaixam perfeitamente. Até porque a diversidade, em qualquer circunstância, é importantíssima para o crescimento das organizações.

No século 19, Charles Darwin definiu sobre a evolução humana algo que se encaixa perfeitamente aos profissionais do atual mundo corporativo: "As espécies que sobrevivem não são as espécies mais fortes, nem as mais inteligentes, e sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças". E quem melhor que um líder para viabilizar essa adaptação?

 

Fonte:https://www.linkedin.com/pulse/essas-s%C3%A3o-minhas-metas-de-lideran%C3%A7a-rodrigo-galv%C3%A3o/

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